Este artigo foi selecionado pela curadoria Angularis e reproduzido por ser considerado relevante e de interesse para o nosso público. Acreditamos que o conteúdo contribui para ampliar reflexões e debates alinhados aos temas que orientam nossas análises e pesquisas. O link para a publicação original encontra-se ao final do texto.

Os programas de bem-estar corporativo estão utilizando cada vez mais tecnologias digitais para promover a saúde dos funcionários. Os programas de bem-estar digital (PBDs) referem-se a iniciativas que oferecem intervenções de saúde por meio de ferramentas digitais. Apesar do crescente número de evidências sobre PBDs, a literatura permanece fragmentada em diversos domínios da saúde.

Objetivo

Este estudo visa fornecer uma síntese abrangente das pesquisas existentes sobre a eficácia (por exemplo, impacto na saúde física, bem-estar mental, mudanças comportamentais e absenteísmo dos funcionários) e a aceitabilidade (por exemplo, engajamento, utilidade percebida e adoção) dos Programas de Bem-Estar Domiciliar (PBD) oferecidos pelos empregadores. Especificamente, buscamos mapear a extensão, o alcance e a natureza das pesquisas sobre esse tema; resumir as principais descobertas; identificar lacunas; e facilitar a disseminação do conhecimento.

Métodos

Realizamos uma metanálise de estudos publicados entre 2000 e 2023. Adotamos uma abordagem de busca baseada em bases de dados, incluindo MEDLINE, PsycINFO, ProQuest Central e Web of Science Core Collection. Os critérios de inclusão foram: (1) artigos de revisão; (2) publicações em inglês, francês ou alemão; (3) estudos que relatam intervenções de saúde digital implementadas em organizações; (4) estudos que relatam populações de funcionários não clínicos ou pré-clínicos; e (5) estudos que avaliam a eficácia e a aceitabilidade de programas de trabalho digitais (PTD) fornecidos pelo empregador. Realizamos uma síntese numérica descritiva e uma análise temática dos estudos incluídos.

Resultados

De 593 estudos não duplicados analisados, 29 atenderam aos critérios de inclusão. Os domínios de saúde mais investigados incluíram saúde mental (n=19), atividade física (n=8), controle de peso (n=6), mudança de comportamentos não saudáveis ​​(n=4) e gestão do sono (n=2). No total, 24 revisões focaram na eficácia de programas de trabalho digitais (PTD), principalmente em relação a desfechos relacionados à saúde (por exemplo, estresse e peso), enquanto um número menor de revisões abordou desfechos relacionados à organização (por exemplo, burnout e absenteísmo). Quatro revisões exploraram os mecanismos de ação e três avaliaram a aceitabilidade dos PTD utilizando diversas medidas. De modo geral, os resultados apoiam a eficácia e a aceitabilidade dos PTD, embora ainda existam lacunas significativas, particularmente em relação à durabilidade dos resultados, ao papel da tecnologia e aos mecanismos causais subjacentes à mudança comportamental.

Conclusões

Embora os protocolos de desenvolvimento de doenças crônicas (DWPs) mostrem-se promissores em diversas áreas da saúde, vários aspectos de sua eficácia permanecem pouco explorados. Os profissionais devem aproveitar as evidências existentes de sucesso dos DWPs, reconhecendo, ao mesmo tempo, as limitações da literatura.

Leia o artigo original em: https://www.sciencedirect.com/org/science/article/pii/S1438887125003796


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